Estilo de vida saudável aumenta em até uma década o tempo de vida sem doenças

As pessoas que adotam até cinco fatores de estilo de vida de baixo risco têm uma expectativa de vida sem grandes doenças crônicas significativamente maior aos 50 anos de idade em comparação às que não adotam nenhum fator de vida de baixo risco, dizem os pesquisadores.

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A Dra. Yanping Li, Ph.D., médica, e colaboradores, analisaram dados de mais de 110.000 profissionais de saúde, mulheres e homens, que participaram de dois estudos divisores de águas, e estão reivindicando melhores políticas públicas de saúde a fim melhorar a alimentação e o ambiente de vida da população.

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Porque os jovens profissionais da geração Y estão infelizes

Esta é a Ana.

Ana é parte da Geração Y, a geração de jovens nascidos entre o fim da década de 1970 e a metade da década de 1990. Ela também faz parte da cultura Yuppie, que representa uma grande parte da geração Y.

“Yuppie” é uma derivação da sigla “YUP”, expressão inglesa que significa “Young Urban Professional”, ou seja, Jovem Profissional Urbano. É usado para referir-se a jovens profissionais entre os 20 e os 40 anos de idade, geralmente de situação financeira intermediária entre a classe média e a classe alta. Os yuppies em geral possuem formação universitária, trabalham em suas profissões de formação e seguem as últimas tendências da moda. - Wikipedia

Eu dou um nome para yuppies da geração Y — costumo chamá-los de “Yuppies Especiais e Protagonistas da Geração Y”, ou “GYPSY” (Gen Y Protagonists & Special Yuppies). Um GYPSY é um tipo especial de yuppie, um tipo que se acha o personagem principal de uma história muito importante.

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Médicos Sem Fronteiras – como ajudar

Médicos Sem Fronteiras (MSF) é uma organização humanitária internacional independente e comprometida em levar ajuda às pessoas que mais precisam sem discriminação de raça, religião ou convicções políticas.
MSF leva cuidados de saúde a pessoas em necessidade de ajuda médico-humanitária em meio a conflitos armados, epidemias, desastres naturais, desnutrição e exclusão do acesso a cuidados de saúde.
O Médicos Sem Fronteiras foi responsável pelo alerta e pelo combate a epidemia de Ebola deste ano. A epidemia continua fora de controle e mais do que nunca precisamos nos articular em ajudar. (por msf.org.br)

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Entrevista Sobre a Síndrome de Burnout – Parte II

Fizemos uma entrevista com M. , uma bancária de 28 anos, que enfrenta a Síndrome de Burnout há mais de um ano. Na primeira parte ela nos contou como desenvolveu a doença. Nessa segunda parte, ela nos conta sobre os sintomas e em como sua vida foi afetada.

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M: Acordei um dia e não consegui levantar da cama. Falei com minha parceira e ela ligou para um amigo meu, que estava afastado há um ano e meio (ele foi afastado logo no inicio da fusão). Que se tratava por causa do estresse. Ela ligou os pontos, porque eu não conseguia conversar mais, de tão forte que meu estresse estava. Só brigava com ela, com minha mãe. Explodia com qualquer coisa.

Ela entrou em contato com ele e ele conseguiu me trazer na doutora (Deborah).

Logo no começo da conversa ela falou de síndrome de Burnout. Eu nunca tinha ouvido falar.

Ela pediu pra eu ler sobre, e ver se identificava algum sintoma. Ai foi um choque: sou eu.

Quando descobri fiquei pior que eu estava. Mas tive um alivio, porque descobri o que tinha. Mas fiquei envergonhada, com medo, diminuída. È um choque você fazer parte daquela realidade.

Redação: Daquela que até você tinha preconceito.

M: Exatamente!

Redação: E você foi afastada quando?

M: A doutora já me afastou. Por quinze dias e assim por diante.
E aquilo pra mim era o cúmulo. Eu, afastada?

Sentia vergonha demais, dos amigos da família.

Eu tinha preconceito, e todo mundo teve preconceito também.

As pessoas não tem informação sobre isso (Burnout).

E muitas pessoas que têm esse preconceito, sofrem disso, como eu.
A vida do paulistano,  a forma que vivemos, ônibus lotado, isso gera síndrome do pânico e nem enxergamos isso.

Eu precisei chegar no fundo do poço, não querer viver e nem mais nada, pra eu me reerguer aos poucos. E agora sei conviver com isso.

Redação: Como foi o tratamento?

M: No começo eu hibernei. Fiquei seis meses no meu quarto. A doutora disse pra eu dormir, comer e fazer o que eu quiser, na hora que eu quiser.
Já tinha me afastado de todos meus amigos. Demorei mais de um ano pra conseguir dormir direito. E voltar conversar com eles.

Depois de uns seis ou oito meses comecei a descobrir o que mais eu tinha (por conta do estresse). Descobri incontinência urinária e que estava com uma protrusão na coluna.

Não sabia que o estresse me tivesse abalado tanto.
Continuei com a terapia, comecei a fazer RPG e acupuntura.

E ainda trato até hoje a incontinência, que é o que mais me atrapalha a vida.

  • Por Felipe Gonçalvez, com consultoria da Dra. Deborah Duwe.

Entrevista Sobre a Síndrome de Burnout – Parte I

A síndrome de Burnout é um distúrbio psíquico ligado ao estresse crônico e prolongado e a exaustão total. É um termo inglês que pode ser traduzido como “queimar por inteiro”, e é causado por um esgotamento físico, mental e emocional ligado ao mundo do trabalho.

Para entendermos este distúrbio, preparamos uma entrevista com M, que sofre com a síndrome.

Ela é bancária, tem 28 anos e está afastada de seu trabalho.

 

Redação: Boa tarde, M. Obrigado pela entrevista. Você pode começar falando do seu trabalho.

M: Boa tarde. Trabalho no banco B. Mas estou afastada.

Comecei a trabalhar no banco A, depois houve a fusão com o banco B.

E foi um momento de pressão total.

O banco A tinha uma cultura de pessoas. O banco B é venda e venda.

Redação: Visões realmente opostas.

M: Totalmente. Esse impacto acabou desencadeando coisas que estava sentindo e não sabia identificar, e só foi acumulando.

Horário de trabalho não existia. Vendia sob pressão o tempo todo. Isso foi me levando a um acúmulo de estresse absoluto, mas até então achava que isso era normal.

Que o cansaço e a exaustão eram por causa das novas funções.

Redação: Qual foi a gota d´água?

M: Eu não tinha paciência com ninguém e nem com nada, mas achei que era apenas o meu jeito. Então teve um dia que eu simplesmente não consegui sair da cama.

Antes disso, quando ia trabalhar, sentia dor de estômago, dores de cabeça, começava a suar, tremer ao chegar lá, me sentia muito mal. Comecei a ter problemas na coluna, chegava no banco e a coluna travava. Era impressionante. Começou a me afetar tanto físico quanto psicologicamente.
Teve um dia que simplesmente não consegui levantar da cama. Não quis saber de nada e de ninguém e só não quis levantar.

Redação: Foi a fusão que causou isso, ou você já estava em estado de estresse há um tempo?

M: Já vinha. Não foi uma coisa que aconteceu de repente. É um acúmulo de coisas.

Você deixa de cuidar de você. Tinham as happy hours, e as coisas perdiam o sentido. Bebíamos pra nos acalmar, pra esquecer. Era uma fuga.

Redação: Quanto tempo depois da fusão você chegou em burnout?

M: creio que um ano depois, mais ou menos. Achei que o estresse fosse por conta da mudança, não achei que fosse nada mais grave, e já estava bastante estressada na época. E é engraçado, vi vários colegas adoecerem e achava até que era corpo mole. Nunca me imaginei no outro lado.

 

Abordaremos em seguida os sintomas, e as implicações causadas pela síndrome, na segunda parte da entrevista.

 

  • Por Felipe Gonçalvez, com consultoria da Dra. Deborah Duwe.