O que fazer? NADA

Aos poucos, a valorização do ócio vem saindo do discurso pra virar uma prática. E com o aval dos especialistas: o nada é fundamental também para a saúde

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Quando trabalhava como redator em uma agência de PR na Inglaterra, o fundador da revista Wired David Baker acompanhou um caso que mudou sua vida. Na época, fi m dos anos 80, um gerente da empresa trabalhou tantas horas seguidas que teve um colapso.

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‘Evito as redes sociais pela mesma razão que evito as drogas’, diz o criador da realidade virtual

Jaron Lanier é uma das vozes mais respeitadas do mundo tecnológico, mas rejeita a cultura do Vale do Silício e compara redes sociais a drogas

Jaron Lanier é uma das vozes mais respeitadas do mundo tecnológico, mas rejeita a cultura do Vale do Silício e compara redes sociais a drogas - Foto: Science Photo Library

Jaron Lanier é uma das vozes mais respeitadas do mundo tecnológico. Um visionário, ele ajudou a criar nosso futuro digital e cunhou o termo realidade virtual, nos idos dos anos 1980. Além de ser um filósofo da internet, Lanier é um músico clássico, que tem uma coleção de mais de mil instrumentos.

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Otimismo beneficia a saúde, diz psicóloga Ana Maria Rossi

O principal é praticar ações preventivas e repensar as prioridades de vida, destaca a presidente da Isma-BR e copresidente na Divisão de Saúde Ocupacional da Associação Mundial de Psiquiatria

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Pesquisas comprovam: ser otimista reduz o estresse, aumenta a autoconfiança e faz bem à saúde. Pensamentos negativos suprimem a imunidade e nos tornam mais suscetíveis ao adoecimento. Mas fica a questão: como vivenciar principalmente os aspectos positivos da vida num mundo onde a maioria das pessoas está sujeita a um alto e perturbador nível de estresse?

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Entenda o que é hygge e veja 5 jeitos de aderir ao estilo de vida

Conceito nórdico de conforto e bem-estar pode ser aplicado no dia a dia

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Preparar a casa para a chegada da nova estação, reunir os amigos em torno da mesa, ler um livro e tomar um chá contemplando o silêncio. Tudo o que pode trazer conforto e sensação de bem-estar tem um nome ainda sem tradução para o português: hygge. O estilo de vida surgido na escandinávia não é novidade, mas voltou à tona desde que a Noruega (seguida da Dinamarca e da Islândia) foi considerada o país mais feliz do mundo de acordo com o relatório anual da ONU (Organização das Nações Unidas). O Brasil ficou em 22º lugar no ranking, que leva em conta fatores econômicos, sociais e políticos.

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“A ideia de uma vida boa foi substituída pela de uma vida a ser invejada.”

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“Um dos mais influentes psicanalistas da Inglaterra, autor de dez livros e editor da nova tradução da obra de Sigmund Freud (1856-1939), Adam Phillips, mais parece um profeta do que um homem da ciência. Pelo menos essa é a ideia que se tem depois de ler a entrevista que ele concedeu à revista Veja em 12 de março de 2003, “Páginas amarelas”), mas que sete anos depois me parece atualizadíssima as questões erguidas por ele, da qual se extraíram as dez denúncias abaixo numeradas:

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Liberte-se de gastos desnecessários

Educadora financeira propõe reflexão sobre nossos verdadeiros valores pessoais para poupar e, assim, realizar sonhos.

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O que você consome diz quem você é. Ou pelo menos deveria ser assim quando se busca equilíbrio nos seus gastos. Coautora do livro recém-lançado Liberdade Financeira ao Alcance de Todos (Senac), Andyara de Santis defende outra forma de pensar a educação financeira. Segundo ela, aproveitamos melhor nosso dinheiro se ele estiver alinhado aos nossos valores de vida e a quem realmente somos.

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‘Temos que lutar por uma sociedade que priorize viver e não trabalhar’, diz Mujica no Paraná

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O ex-presidente e atual senador uruguaio José “Pepe” Mujica participou nesta quarta-feira (27) do seminário Democracia na América Latina, promovido pelo Laboratório de Cultura Digital da Universidade Federal do Paraná, em Curitiba. Na ocasião, Mujica defendeu uma mudança na cultura para que a democracia vá além de discussão sobre gerar empregos, crescimento econômico e competitividade.

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Dormir pouco pode causar doenças mentais

Quem tem dificuldade para pegar no sono sabe que os efeitos de uma noite mal dormida não acabam quando o dia começa. alarm-clock-590383_1920

Olheiras, fadiga, olhos secos, dificuldade de se concentrar e irritação são algumas das respostas do corpo à privação de sono. A qualidade do sono impacta diretamente nossa saúde física e mental. A insônia, inclusive, é um sintoma comum em pacientes que sofrem de ansiedade, depressão, esquizofrenia, bipolaridade e distúrbios de atenção.

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Entrevista Sobre a Síndrome de Burnout – Parte II

Fizemos uma entrevista com M. , uma bancária de 28 anos, que enfrenta a Síndrome de Burnout há mais de um ano. Na primeira parte ela nos contou como desenvolveu a doença. Nessa segunda parte, ela nos conta sobre os sintomas e em como sua vida foi afetada.

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M: Acordei um dia e não consegui levantar da cama. Falei com minha parceira e ela ligou para um amigo meu, que estava afastado há um ano e meio (ele foi afastado logo no inicio da fusão). Que se tratava por causa do estresse. Ela ligou os pontos, porque eu não conseguia conversar mais, de tão forte que meu estresse estava. Só brigava com ela, com minha mãe. Explodia com qualquer coisa.

Ela entrou em contato com ele e ele conseguiu me trazer na doutora (Deborah).

Logo no começo da conversa ela falou de síndrome de Burnout. Eu nunca tinha ouvido falar.

Ela pediu pra eu ler sobre, e ver se identificava algum sintoma. Ai foi um choque: sou eu.

Quando descobri fiquei pior que eu estava. Mas tive um alivio, porque descobri o que tinha. Mas fiquei envergonhada, com medo, diminuída. È um choque você fazer parte daquela realidade.

Redação: Daquela que até você tinha preconceito.

M: Exatamente!

Redação: E você foi afastada quando?

M: A doutora já me afastou. Por quinze dias e assim por diante.
E aquilo pra mim era o cúmulo. Eu, afastada?

Sentia vergonha demais, dos amigos da família.

Eu tinha preconceito, e todo mundo teve preconceito também.

As pessoas não tem informação sobre isso (Burnout).

E muitas pessoas que têm esse preconceito, sofrem disso, como eu.
A vida do paulistano,  a forma que vivemos, ônibus lotado, isso gera síndrome do pânico e nem enxergamos isso.

Eu precisei chegar no fundo do poço, não querer viver e nem mais nada, pra eu me reerguer aos poucos. E agora sei conviver com isso.

Redação: Como foi o tratamento?

M: No começo eu hibernei. Fiquei seis meses no meu quarto. A doutora disse pra eu dormir, comer e fazer o que eu quiser, na hora que eu quiser.
Já tinha me afastado de todos meus amigos. Demorei mais de um ano pra conseguir dormir direito. E voltar conversar com eles.

Depois de uns seis ou oito meses comecei a descobrir o que mais eu tinha (por conta do estresse). Descobri incontinência urinária e que estava com uma protrusão na coluna.

Não sabia que o estresse me tivesse abalado tanto.
Continuei com a terapia, comecei a fazer RPG e acupuntura.

E ainda trato até hoje a incontinência, que é o que mais me atrapalha a vida.

  • Por Felipe Gonçalvez, com consultoria da Dra. Deborah Duwe.